
Conselheiros do grupo político Flamengo da Gente protocolaram nesta semana, uma proposta de emenda ao Estatuto do clube, que obriga o integrante de qualquer poder do clube a se licenciar de suas funções caso se candidate a um cargo eletivo.
A validade da proposta teria início nas próximas eleições e o afastamento começaria no momento da homologação da candidatura, com prazo final no dia do resultado eleitoral. Segundo o grupo, o objetivo da emenda é tornar mais clara a interpretação do estatuto, que hoje dá interpretações diferentes. No “Capítulo V – Dos deveres dos associados”, artigo 24, parágrafo XIII, do Estatuto do Mais Querido, é imposto ao associado “abster-se de usar ou envolver o nome do FLAMENGO em campanha, de qualquer natureza, estranha aos objetivos do Clube“. O problema é que não há mais explicações quanto a que campanha se refere.
Há uma lista sendo passada aos sócios para colher assinaturas em apoio a emenda. O grupo lembrou em comunicado de duas situações que são parecidas, mas que tiveram resultados diferentes dentro do clube.
— O ex-Presidente Eduardo Bandeira de Mello e o Vice-Presidente Geral Júlio Lopes, que foram candidatos a Deputado Federal, são bons exemplos de diferentes decisões sobre a mesma situação. Em 2018, a representação submetida pelo Flamengo da Gente contra Bandeira de Mello foi arquivada. Já Júlio Lopes perdeu seu mandato no Clube ao se candidatar às eleições em 2002.
Atualmente, Marcos Braz, vice-presidente de futebol e membro do Conselho Diretor, é candidato a vereador pelo Rio de Janeiro. No estatuto do clube não há qualquer dispositivo que impeça que um sócio, dirigente eleito ou nomeado, concorra a uma candidatura eletiva em qualquer esfera do poder público ou mesmo que seja nomeado por alguma autoridade. Em 2009, quando Patrícia Amorim foi eleita a primeira mulher a presidir o Mais Querido, ela tinha o mandato de vereadora em curso.
Fonte: colunadofla.com